Klauke – Boas práticas na cravação

A importância do sistema Klauke

A Klauke desenvolve e produz nas suas próprias instalações as ferramentas, matrizes e terminais. Este controlo adicional garante que um terminal Klauke cravado com uma ferramenta Klauke e a matriz Klauke resulta numa cravação certificada e tecnicamente irrepreensível.
 

A cravação com matrizes assenta num princípio simples: uma ferramenta fornece a força de cravação e uma matriz dá forma à cravação. Para escolher uma solução completa é necessário especificar os seguintes pontos: A matéria-prima do condutor, a secção do condutor, a classe do condutor, o formato da cravação pretendida/exigida, o tipo de terminal/ligador.

 

A escolha do terminal


Para podermos escolher o terminal e a matriz adequada para o condutor é necessário verificar a classe do condutor. À data, os condutores podem ser classificados como classe 1, classe 2, classe 5 e classe 6, mas são mais tipicamente referidos como "Sólido", "Multifilar", “Flexível” e “Extra-Flexível".

Porque é que a classe do condutor é relevante para a cravação?


No info-gráfico acima vemos que o diâmetro do condutor varia diretamente com a classe do condutor, uma cravação certificada tem de assegurar que o diâmetro interno do tubo do terminal é adequado ao diâmetro do condutor. A Klauke conta com diferentes gamas de terminais para cada uma das classes de condutores:
 
Classe do condutor Gama adequada Klauke Secções
Classe 1 Gama SR 6 a 50mm²
Classe 2 Gama L 0,75 a 630mm²
Classe 5 e 6 Gama F 10 a 300mm²
 

Para facilitar a entrada dos múltiplos fios, os terminais da gama F têm uma abertura estilo "funil", a entrada tem um diâmetro ligeiramente maior que o resto do terminal.
 
 

A ordem das cravações


Escolhido o terminal e a matriz adequada, a primeira cravação deve ser sempre do lado do olhal e as restantes avançam em direção ao cabo, desta forma garantimos uma boa fixação mecânica entre o condutor e o terminal e evitamos riscos de deformações indesejadas ao longo do terminal.
 

 

Problemas comuns

Cravação excessiva Cravação a menos Cravação correcta


Erro #1 – Cravação excessiva

Comum quando se utiliza uma matriz para a secção abaixo da do terminal (Ex: Terminal de 35mm2 cravado com uma matriz de 25mm2). Por vezes ignorado ou desvalorizado, mas este erro representa um risco grave para a conexão e para a instalação.

Quando o resultado da cravação é igual ao da primeira imagem, as paredes do terminal ficam com espessuras inconsistentes, e nas zonas mais finas poderá ocorrer sobreaquecimento possivelmente catastrófico.

Adicionalmente, a cravação excessiva pode induzir fraturas no cobre, piorando as características técnicas e mecânicas do mesmo, reduz a força de tração e piora a longevidade da conexão em ambientes sujeitos a vibrações.

Cortar as “orelhas” não faz desaparecer o problema.

 

Erro #2 – Cravação a menos

Comum quando se utiliza uma matriz para a secção acima da do terminal (Ex: Terminal de 25mm2 cravado com uma matriz de 35mm2), ou quando o terminal tem uma espessura da parede inadequada ou reduzida.

Soluções “low-cost” tipicamente pecam pela quantidade reduzida de cobre ao longo do terminal. Quando se compara o comprimento do tubo ou a espessura da parede do tubo tornam-se visíveis as diferenças.
 

    

 

Nestas situações, a força de tração da conexão é inadequada podendo soltar-se facilmente, quer em ambientes sujeitos a vibrações, quer ao longo do tempo com a típica e contínua contração/expansão térmica.

Neste cenário o condutor no interior do terminal não fica devidamente comprimido, resultando em “bolhas” de ar ou buracos entre os fios e as paredes interiores do terminal. A passagem de corrente fica limitada a uma área de superfície de contacto mais reduzida e pode criar sobreaquecimento possivelmente catastrófico.


#3 A solução, a matriz correcta para o terminal

Dimensões exatas, cravação correcta e uma garantia de um trabalho bem feito.


Juntamente com a matriz adequada, os terminais de cobre da série L da Klauke garantem uma cravação certificada de acordo com normas rigorosas de qualidade. A conformidade com normas internacionais transforma risco em fiabilidade.
 

EN 13600 Especifica a composição química, a condutividade elétrica, as propriedades mecânicas e as tolerâncias dimensionais para tubo de cobre; a conformidade garante a alta condutividade do cobre e propriedades mecânicas adequadas para compressão/cravação.
   
IEC 61238-1 (Classe A) Testa terminais cravados relativamente à resistência eléctrica, resistência à tração, picos de corrente de curta duração e comportamento térmico; a conformidade garante uma conexão de baixa resistência e de estabilidade térmica. O certificado é válido ao nível de sistema, ou seja, com as ferramentas/matrizes especificadas.
   
DNV Type Approval Revisão de desenhos técnicos, materiais, marcações e ensaios face às regras marítimas; a conformidade garante aceitação para utilização em navios/unidades off-shore classificados pela DNV, nas condições declaradas. O certificado é válido ao nível de sistema, ou seja, com as ferramentas/matrizes especificadas.
   
UL (E250316) Ensaios UL de segurança/desempenho para terminais e inspeções frequentes às unidades de produção; a conformidade garante Listagem UL reconhecida por autoridades competentes na América do Norte, demonstrando segurança elétrica/mecânica e controlo de produção.
   
EN 61373 Cat.1 Cl. B Submete cablagens completas a vibrações aleatórias e impactos ligeiros; a conformidade garante resistência à vibração/impacto em aplicações para material circulante.

 

Adicionalmente, se utilizar uma ferramenta da Klauke com capacidade de gerar relatórios de operação, pode registar todas as cravações feitas e guardar como prova de um trabalho bem feito.

 

As vantagens das ferramentas mais potentes

Para além de conseguirem cravar secções superiores, as ferramentas mais potentes têm uma vantagem adicional por vezes esquecida.

Uma cravação certificada requer uma força específica (por cm2) aplicada ao terminal, uma ferramenta mais potente não aplica mais força, aplica a mesma, mas espalhada por uma área maior, mantendo a proporcionalidade de força por cm2.
 

No exemplo acima, cortamos para metade o número de cravações, poupando tempo e reduzindo as possibilidades de erro humano.

  

Marcações num terminal de acordo com a norma DIN 46235
 

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