Data: 28/08/2026

Guia ATEX

O essencial sobre atmosferas explosivas, zonas e a marcação dos equipamentos
 


 

O que é uma ATmosfera EXplosiva?

 

Uma atmosfera potencialmente explosiva contém uma mistura de ar com gases ou poeiras combustíveis. Parece simples, mas estas condições existem em muito mais ambientes do que habitualmente se pensa. Nestes locais, os equipamentos só podem ser instalados se estiverem certificados de acordo com a classificação ATEX e apresentarem a marcação da mesma.


 

1. Zonas: com que frequência existe uma atmosfera explosiva?

As áreas perigosas são classificadas em zonas de acordo com a frequência e a duração da presença de atmosfera explosiva.
Existem três zonas para gases e três para poeiras:
 

 



 

2. Categorias e EPL: que equipamento pode entrar em cada zona?

A cada zona correspondem as categorias de equipamento permitidas e o respetivo EPL (Equipment Protection Level).

A relação é unidirecional, um equipamento de categoria superior pode ser utilizado em zonas menos exigentes, mas nunca o inverso. Um equipamento de categoria 1G serve para as Zonas 0, 1 e 2; um equipamento de categoria 3G serve apenas para a Zona 2.
 

 

3. Grupos de gases e de poeiras

Os gases são agrupados segundo a facilidade de ignição da mistura gás-ar (IEC/EN 60079-20-1) e as Poeiras são agrupadas pela sua natureza (IEC/EN 60079-20-2).

Novamente, a relação é unidirecional, um equipamento certificado IIC pode ser utilizado onde se exige IIA ou IIB, mas nunca o inverso. Dos gases, o IIC é o grupo mais exigente (abrangendo gases como o hidrogénio e o acetileno) e das poeiras o grupo IIIC é o mais exigente.


 

4. Temperatura: classes (gases) e temperatura de superfície (poeiras)

A superfície do equipamento pode constituir uma fonte de ignição se atingir a temperatura de ignição da substância presente. Para gases, os equipamentos são classificados de acordo com classes de temperatura:


Para Gases: a temperatura máxima de superfície do equipamento tem de ser inferior à temperatura de ignição do gás ou vapor presente na instalação. A T6 é, por isso, a classe mais exigente.

Para Poeiras: Não se utilizam classes, a marcação indica diretamente a temperatura máxima de superfície em °C (por exemplo, T99 °C).

 

5. Tipos de proteção: como se evita a ignição

O "modo" como cada equipamento evita tornar-se uma fonte de ignição é o tipo de proteção, identificado por uma letra na marcação. Existem vários "modos" diferentes, pelo que deixamos na tabela em baixo alguns dos principais:
 

 

Em vários tipos de proteção, a letra adicional (a, b, c) indica o nível de proteção corresponde ao EPL:
"ia" para Ga, "ib" para Gb, "ic" para Gc, de forma análoga, "ma/mb/mc" e "ta/tb/tc".

Classificação ótica. Para equipamentos que emitam radiação ótica, nomeadamente luminárias LED, cuja irradiância junto ao difusor pode ser suficiente para provocar ignição, a norma IEC/EN 60079-28 define três tipos de proteção próprios: radiação ótica inerentemente segura (« pis»), radiação ótica protegida («op pr») e sistema ótico com encravamento («op sh»).


6. Utilização prevista: Equipamento fixo, transportável, portátil e pessoal

O tipo de utilização prevista não aparece como campo próprio na marcação, mas condiciona a seleção. O ponto crítico: os equipamentos portáteis e pessoais circulam entre zonas. Devem, por isso, ser selecionados o ambiente mais exigente em que possam entrar.

As normas de instalação (IEC/EN 60079-14) distinguem quatro formas de utilização do equipamento:
 


7. Como ler a marcação dos equipamentos ATEX, campo a campo

Juntando tudo, vejamos uma marcação típica de um equipamento ATEX:
 

CE 0537 · ⟨Ex⟩ · II 2G · Ex ib IIB T6 Gb · II 2D · Ex tb IIIC T99 °C Db

 

  

Uma nota para evitar confusões: o "II" inicial (grupo de equipamento) e o «IIB» ou «IIIC» (grupo de gás ou de poeira) são conceitos diferentes, apesar da semelhança gráfica.
 

8. Erros frequentes

 

  • Desvalorizar os acessórios. Bucins, tubos de proteção de cabos, uniões, tampões e caixas também têm de ser certificadas para a zona em causa. A classificação de um conjunto é definida pelo seu "elo mais fraco".
     
  • Confundir IP com Ex. Um índice de proteção IP66 indica estanquidade a poeira e água, não é, por si só, proteção contra ambientes explosivos.
     
  • Ignorar a temperatura ambiente. Os valores de temperatura pressupõem uma temperatura ambiente entre os −20 °C a +40 °C, salvo indicação em contrário na marcação. Ambientes industriais fora destes valor é necessária verificação adicional.
     
  • Ler as classes de temperatura ao contrário. A T6 (85 °C) é a mais exigente; a T1 (450 °C), a menos exigente.
     
  • Manutenção com componentes não certificados. Substituir bucins, vedantes ou componentes internos por equivalentes "normais" invalida a proteção do equipamento.
     
  • Utilizar equipamento portátil classificado apenas para "o sítio do costume". Deve cobrir a zona mais exigente que possa atravessar.

 

Fale connosoco!

A Palissy Galvani não classifica zonas, mas uma vez classificadas, a nossa equipa técnica pode apoiar na seleção do equipamento adequado dentro do portefólio das marcas que representamos em Portugal:

 

SCHUCH - Iluminação fixa para Zonas 1/21 e 2/22


 

MARECHAL ELECTRIC - Conectores industriais ATEX até 680A, 1000V


 

ATEXOR - Iluminação portátil para zonas 0, 1/21 e 2/22


 

TECHNOR - Soluções personalizadas de comando e controlo


 

PMA - Tubagens, bucins e acessórios para a passagem e proteção de cabos 

 

>> Consulte o guia da ATEXOR para zonas ATEX <<



 

WhatsApp whatsapp
Chat chat
Formulário de Contacto form-contactos